| 1 x de R$360,00 sem juros | Total R$360,00 | |
| 2 x de R$197,35 | Total R$394,70 | |
| 3 x de R$133,48 | Total R$400,43 | |
| 4 x de R$100,23 | Total R$400,90 | |
| 5 x de R$82,30 | Total R$411,52 | |
| 6 x de R$68,59 | Total R$411,55 | |
| 7 x de R$60,03 | Total R$420,19 | |
| 8 x de R$52,53 | Total R$420,23 | |
| 9 x de R$47,88 | Total R$430,88 | |
| 10 x de R$43,43 | Total R$434,34 |
Artista - Makoto Iwabuchi = 岩渕まこと
Título - Super Moon = スーパー・ムーン
Gravadora - Blow Up / Columbia
Ano - 2024 (1977)
Formato - reedição limitada / LP, vinil simples
Lançado originalmente no final dos anos 1970, Super Moon se insere naquele momento fértil da música japonesa em que o folk e o soft rock começavam a dialogar de forma mais direta com a sofisticação harmônica e os arranjos da chamada new music — cena que orbitava artistas como Haruomi Hosono e Eiichi Ohtaki. Dentro desse contexto, o álbum de Makoto Iwabuchi se destaca por uma abordagem mais intimista e minimalista.
Diferente de produções mais polidas da época, Super Moon aposta em arranjos enxutos, centrados no violão e em discretas camadas de teclado, com uma estética que se aproxima do folk introspectivo ocidental dos anos 70. Há ecos de artistas como Nick Drake na condução melódica e no uso do espaço — algo frequentemente apontado por colecionadores e reedições recentes do catálogo japonês voltado ao rare groove e city pop adjacent.
O disco ganhou status cult justamente por essa combinação de simplicidade e refinamento. Relançamentos modernos — especialmente por selos especializados em redescobertas japonesas — ajudaram a reposicionar Super Moon como uma peça-chave para entender um lado menos urbano e mais contemplativo da música pop japonesa do período.
A voz de Iwabuchi é central: suave, contida e emocionalmente direta, sem recorrer a exageros interpretativos. Essa economia se reflete também nas composições, que privilegiam estruturas simples, mas com nuances harmônicas que se revelam ao longo de escutas repetidas — característica frequentemente destacada em textos de reedição e descrições de catálogo.
Mais do que um clássico “esquecido”, Super Moon hoje é visto como um elo entre tradições: conecta o folk introspectivo, a sofisticação pop japonesa e uma sensibilidade quase ambiental que antecipa certas abordagens mais contemplativas que ganhariam força nas décadas seguintes.
