| 1 x de R$280,00 sem juros | Total R$280,00 | |
| 2 x de R$153,50 | Total R$306,99 | |
| 3 x de R$103,81 | Total R$311,44 | |
| 4 x de R$77,95 | Total R$311,81 | |
| 5 x de R$64,01 | Total R$320,07 | |
| 6 x de R$53,35 | Total R$320,10 | |
| 7 x de R$46,69 | Total R$326,82 | |
| 8 x de R$40,86 | Total R$326,84 | |
| 9 x de R$37,24 | Total R$335,13 | |
| 10 x de R$33,78 | Total R$337,82 |
Artista - A Tribe Called Quest
Título - People's Instinctive Travels And The Paths Of Rhythm
Gravadora - Jive
Ano - 20?? (1990)
Formato - reedição remasterizada / LP, vinil duplo
Em 1990, quatro jovens do Queens — Q-Tip, Phife Dawg, Ali Shaheed Muhammad e Jarobi White — mudaram o hip-hop para sempre. Ao longo do disco, eles transitam entre o observacional, o iluminado e o anedótico. Hinos à juventude aparecem em faixas como a latina e bem-humorada I Left My Wallet in El Segundo e na doce paixão de Bonita Applebum. Já as mais reflexivas Push It Along, Youthful Expression e Footprints convivem com lições de vida — sérias e nem tanto — em faixas como Description of a Fool, Pubic Enemy e Ham N Eggs.
Enquanto grande parte do hip-hop da época se prendia a posturas duronas e exageradas, o Tribe surgia com batidas cheias de sabor, perguntando Can I Kick It? (yes you can). Ao mesmo tempo elevados e com os pés no chão. As produções de Ali Shaheed Muhammad são quentes, inovadoras e experimentais. O álbum é frequentemente citado como um marco do jazz-rap, mas Muhammad também mistura soul, gospel e rock de maneira brilhante — basta ouvir o que ele faz com Walk on the Wild Side, de Lou Reed. São grooves instantaneamente reconhecíveis, que mais tarde serviriam de base para nomes como DJ Premier (no Illmatic e com o Gang Starr), Kanye West e muitos outros.
Jarobi White não participou dos álbuns seguintes do A Tribe Called Quest, mas Q-Tip, Phife Dawg e Muhammad continuariam a moldar o futuro da música, abrindo caminho para o hip-hop underground, o boom-bap dos anos 90 e o neo-soul.
Eles são como o equivalente sonoro de um desenho a giz de Keith Haring — cheios de energia, acessíveis e, acima de tudo, divertidos. Sem arrogância, com braços abertos, alegria juvenil e um som que atravessa idades, raças e bairros de Nova York.
